PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

DICAS PARA O SUCESSO NO VESTIBULAR: AULA ASSISTIDA É AULA ESTUDADA - MANTER O EQUILÍBRIO EMOCIONAL E O CONDICIONAMENTO FÍSICO - FIXAR O APRENDIZADO TEÓRICO ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS.

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Bioquímica

 

BIOQUÍMICA

Hidratos de carbono, lipídios e proteínas

  1. Hidratos de carbono
  2. Lipídios
  3. Proteínas

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1- Hidratos de carbono

Hidratos de carbono (carboidratos, açúcares, glúcides, glicídios) 

Os hidratos de carbono são considerados compostos de função mista poliálcool-aldeído ou poliálcool-cetona, formando os referidos compostos de função mista. 

Fórmula geral:


 

Exemplos:

Glicose: C6H12O6 ou C6(H2O)6


 

Frutose: C6H12O6


 

Monossacarídeos ou oses - São os polidroxialdeídos (aldoses) e as polidroxi-cetonas (cetoses). São os açúcares não-hidrolisáveis.
Exemplos: glicose (aldoexose) e frutose (cetoexose).

Subdividem-se em: 

Aldoses: todos que apresentam o grupo aldeídico. Conforme o número de átomos de C classifica-se em aldotriose (3C); aldotetrose (4C) etc. 

Cetoses: todos que apresentam o grupo cetônico. Classificam-se também em cetotriose, cetotetrose etc.



Exemplos de monossacarídeos
 

Glicose
 


(glucose, dextrose, açúcar de uva)
 
 


a) Ocorrência 

A glicose é encontrada no mel e frutos doces (principalmente uva). 

b) Obtenção 

Hidrólise do amido em meio ácido: 


 

c) Aplicações

1) Fabricação de álcool etílico. 

2) Alimentação de crianças, de atletas (após as competições).


 
Frutose
 


(levulose)
 
 


A frutose também é encontrada no mel, nos frutos doces, mas sempre na forma dextrogira ou d (–).


 
Oses epímeras 

São oses que apresentam uma diferença na configuração de um único carbono assimétrico. 

Vejamos o exemplo abaixo: 

• Glicose e manose são epímeros em C2.
• Glicose e galactose são epímeros em C4


 

Simplificação das fórmulas estruturais das oses 

Normalmente representa-se as fórmulas das aldoses e cetoses na vertical. Na fórmula, uma bola pode representar o grupo aldeído, o sinal = O representa o grupo cetona, um traço o grupo hidroxila e uma linha vertical a cadeia principal.

 
 

Isomeria nos açúcares 

Quando uma aldose apresenta n átomos de carbono, ela irá possuir (n - 2) átomos de carbono assimétricos e diferentes, ou seja, 2n-2 isômeros opticamente ativos. 

Quando uma Cetose apresenta n átomos de carbono, ela irá possuir (n – 3) átomos de carbono assimétricos e diferentes, ou seja, 2n-3 isômeros opticamente ativos. 

É possível uma cetoexose possuir 3 carbonos assimétricos diferentes. Portanto podemos concluir que também é possível oito isômeros, onde destes oito isômeros apenas a frutose será “farta” na natureza.


 

É possível uma aldoexose possuir 4 carbonos assimétricos diferentes. Portanto podemos concluir que também são possíveis 16 isômeros, onde destes 16 isômeros apenas três serão abundantes na natureza: a glicose, a galactose a manose.


 

Osídeos - São os açúcares hidrolisáveis. Podem ser dissacarídeos (sacarose, lactose, maltose, celobiose, etc.) ou polissacarídeos (amido, glicogênio e celulose)

Eles se classificam em: 

1) Holosídeos: 

Holosídeos são osídeos, que através da hidrólise fornecem oses. 

Eles se subdividem em: 

Dissacáridos (dissacarídeos)

Dissacáridos (dissacarídeos) são os açúcares que se hidrolisam, fornecendo duas moléculas de monossacáridos. 

Vejamos o exemplo: 

Sacarose, maltose, de fórmula C12H22O11 


 

Polissacáridos

Polissacáridos são os açúcares que se hidrolisam, originando mais de duas moléculas de monossacáridos. 

Vejamos o exemplo: 

Amido, celulose, de fórmula (C6H10O5)n.


 

2) Heterosídeos: 

Heterosídeos são osídeos, que através da hidrólise fornece tanto as oses como outros compostos. 

Vejamos o exemplo: 

Amidalina (semente de amêndoas amargas)


 

Dissacarídeos

C12H22O11 + H2O ® C6H12O6 + C6H12O6
sacarose
lactose
maltose
celobiose
  glicose
glicose
a glicose
b glicose
  frutose
galactose
a glicose
b glicose
 

Exemplo de dissacarideos:

Sacarose


(açúcar da cana, açúcar comum) 
 


a) Ocorrência 

A sacarose é muito encontrada em plantas, mas em especial na cana–de–açúcar e na beterraba. 

b) Obtenção 

Vejamos a seguinte seqüência: 

1) Obtenção da garapa. 

2) Precipitação das proteínas e ácidos livres através do tratamento com hidróxido de cálcio. 

3) Eliminação do excesso de Ca(OH)2, borbulhando CO2 (precipita CaCO3). 

4) Filtração e cristalização através da centrifugação, separando o melaço do açúcar.

c) Constituição 

A sacarose é o resultado da condensação de α – glicose – piranose com β – frutose – furanose através dos grupos (OH) glicosídicos de cada uma.

d) Propriedades 

Dentro das propriedades, a sacarose não diminui o licor de Fehling, pelo fato de não haver um grupo aldeídico potencial ou livre. 

É importante sabermos que a sacarose se cristaliza facilmente e não apresenta mutarrotação.


 

 

Polissacarídeos

(C6H10O5)n + nH2O ® nC6H12O6
amido
celulose
glicogênio
  a glicose
b glicose
a glicose

Exemplo de polissacarídeos

Celulose
 


 

a) Ocorrência: 

A celulose é encontrada em todos os vegetais, mas em especial no algodão que possuí 95% de celulose. 

b) Constituição: 

A celulose é resultado da condensação de moléculas de β–glicose. 

A celulose possui uma massa molecular média da ordem de 400.000u, o que faz com que se torne indigerível pelo organismo humano. 

c) Aplicação: 

1) Fabricação do papel, tecidos de algodão. 

2) Preparação do algodão – pólvora (pólvora sem fumaça), explosivo potente. É o tinitrato de celulose, obtido pela esterificação das 3 oxidrilas para cada 6 átomos de carbono com mistura sulfonítrica. 

3) Preparação das piroxilinas (mono e dinitrato de celulose), utilização na fabricação de celulóide, filmes, linhos, sedas artificiais. 

4) Fabricação de vidros de segurança para carros.

 

Amido
 


 


a) Ocorrência 

O amido está presente na substância de reserva dos vegetais.

b) Constituição 

O amido é resultado da condensação de moléculas de α – glicose.

c) Aplicações 

1) Alimentação 

2) Fabricação de cola, da glicose (hidrólise) e álcool etílico. 

3) Na iodometria, a solução de amido aparece como indicador. Adquire com o iodo uma coloração violeta, que desaparece com sofre aquecimento, mas a coloração volta quando houver resfriamento. 

O glicogênio é o amido animal, formado no fígado, pela condensação de moléculas de glicose, queimando as exigências metabólicas.


 

2- Lipídios

Lipídios são substâncias que, por hidrólise, fornecem ácido(s) graxo(s) (obrigatoriamente), ao lado de outros compostos. Podem ser glicerídeos, cerídeos, fosfolipídios e cerebrosídios.

Glicerídeos são ésteres do glicerol com ácidos graxos. Os óleos e gorduras são misturas de glicerídeos.

Nas gorduras, predominam glicerídeos de ácidos saturados (palmítico e esteárico) e são "sólidas" à temperatura ambiente.

Nos óleos, predominam glicerídeos de ácidos insaturados (oleico) e são líquidos à temperatura ambiente.

 

Características dos lipídeos 

A) Brancos ou levemente amarelados. 

B) Gorduroso ao tato. 

C) Pouco consistentes, podendo ser líquidos. 

D) Sobre o papel, deixam uma mancha translúcida que não desaparece por aquecimento. 

E) Insolúveis na água.


 

Ácidos graxos mais comuns

C15H31-COOH palmítico

C17H35-COOH esteárico

C17H33-COOH oleico (uma =)

 

Classificação dos lipídeos
 

Cerídeos são ésteres de ácidos graxos e álcoois superiores. Entram na constituição das ceras (cera de abelha, cera de carnaúba, etc.).

Fosfatídios ou fosfolipídios são ésteres do glicerol com ácidos graxos, H3PO4 e aminoálcoois.
Exemplos: lecitinas e cefalinas.

Cerebrosídios são ésteres de ácidos graxos com galactose e aminoálcoois.

 

Principais óleos e gorduras




 
Propriedades dos óleos e gorduras 

A) Hidrólise e saponificação 

A formação de uma triglicéride é uma reação de esterificação, podendo se tornar reversível. 

A hidrólise sendo feita no meio ácido de uma gordura ou de um óleo, forma-se o glicerol e uma mistura de ácidos carboxílicos, podendo assim ser separados por destilação fracionada. 


B) Transformação de óleo em gordura 

Com a hidrogenação do óleo na presença de níquel a 150° C, todos os glicéridos insaturados ficam saturados, tornando-se sólido, ou seja, o óleo é transformado em gordura. 

Observação: se os óleos vegetais forem hidrogenados, irá obter a margarina.




 

C) Rancificação de óleos e gorduras 

Rancificação é considerada uma transformação química complexa, formada de hidrólises e oxidações. Dentro do processo químico, obtem-se compostos que deixam o produto com cheiros desagradáveis.


 
Índice de saponificação 

Esse índice é considerado a massa de KOH, dado em miligrama, que é necessária para que ocorra a saponificação de um grama de óleo ou gordura.
 

Índice de iodo 

Índice de iodo é a massa do iodo em gramas que é adicionada por 100g de glicéride.


 

3- Proteínas

Definição

Proteínas são substâncias formadas por macromoléculas resultantes da condensação de grande número de moléculas de a aminoácidos carboxílicos.

Na cadeia peptídica, os aminoácidos estão unidos por ligações peptídicas.

Aminoácidos essenciais - Não são elaborados pelo organismo e, por isso, devem ser introduzidos sob a forma de alimentos.

Exemplos: Glicina, Alanina e cisteína.

 

Caráter anfótero 

Por apresentarem um grupo ácido e outro básico, os aminoácidos reagem tanto com as bases minerais como com os ácidos minerais. Eles se apresentam na forma de sais, pelo fato de haver uma neutralização intramolecular, este fato explica o estado sólido dos aminoácidos e a solubilidade em água. 


 

O resultado é um íon dipolar que apresenta um momento dipolar elevado, denominado zwitterion

Reação com ácido
 


 

Reação com base:
 


 

Classificação e nomenclatura dos aminoácidos

A classificação e a nomenclatura dos aminoácidos variam conforme a posição do grupo amino, como por exemplo: α, β, γ etc. 


 
Hidrólise das proteínas 

A hidrólise das proteínas ocorre no processo de aquecimento prolongado de uma proteína na presença de ácido forte ou base forte diluídos formando assim α–aminoácidos. A hidrólise catalítica ocorre no organismo humano, ocorrendo pela ação das enzimas como pepsina do suco gástrico.



 

Estrutura das Proteínas

bulletPrimária
É constituída pela sequência dos aminoácidos.

Uma proteína por convenção é considerada um polipeptídio que contêm massa molecular acima de 10.000u. Uma proteína é considerada uma poliamida, contendo resíduos de aminoácidos, que ficam ligados uns aos outros através da ligação amida. 

O grupo amida
 


 


A sequência dos resíduos de aminoácidos na cadeia peptídica é chamada de estrutura primária. 

Com os aminoácidos glicina e alanina são possíveis dois dipeptídeos diferentes.

 

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Secundária
Resulta da interação da estrutura primária com ela mesma, através da formação de pontes de hidrogênio. Pode ser em forma de hélice a ou de folha pregueada.

 

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Terciária
É a forma tridimensional da proteína, ocasionada pelo enrolamento das cadeias peptídicas sob a forma de novelo.

 

Desnaturação - É a perda da ação biológica da proteína causada por aquecimento ou variação do pH. Resulta da destruição da estrutura terciária.

 

Classificação das Proteínas pelo seu papel biológico

As proteínas de construção, como o nome indica, são as responsáveis pela construção dos tecidos. São também chamadas proteínas estruturais.

Exemplos:

bulletColágeno
Presente nos ossos, cartilagens, tendões e também na pele.

 

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Queratina
É a mais abundante dos pêlos (inclusive cabelos) e unhas.

 

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Miosina
Principal constituinte dos músculos e responsável pela contratilidade.

 

bulletAlbumina
Proteína mais abundante no plasma sanguíneo.

 

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Hemoglobina
Presente nas hemácias e importante no transporte de oxigênio pelas células vermelhas.

 

As proteínas de catálise são as enzimas. São os catalisadores das reações enzimáticas.

Exemplos:

 

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Amilase
Catalisa a hidrólise do amido até a maltose.

 

bulletMaltase
Catalisa a hidrólise da maltose até glicose.

 

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Pepsina
Catalisa a hidrólise das proteínas no estômago.

 

As proteínas de defesa são os anticorpos produzidos por células específicas do sistema imunológico, chamada linfócitos.

A capacidade do nosso organismo de repelir a infecção depende inteiramente de alguns órgãos e tecidos específicos, como o timo, o baço, os gânglios linfáticos e a medula óssea.

São exemplos de anticorpos:

 

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Antitoxinas
Neutralizam as toxinas dos agentes de infecção, como as bactérias.

 

bulletAglutininas
Aglutinam certos agentes de infecção.

 

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Opsoninas
Tornam os agentes de infecção mais facilmente atacáveis pelos fagócitos.

 

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Lisinas
Dissolvem certos agentes de infecção.

 

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Este site foi atualizado em 04/03/19