PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

DICAS PARA O SUCESSO NO VESTIBULAR: AULA ASSISTIDA É AULA ESTUDADA - MANTER O EQUILÍBRIO EMOCIONAL E O CONDICIONAMENTO FÍSICO - FIXAR O APRENDIZADO TEÓRICO ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS.

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SUPERBACTÉRIA KCP

Recentemente tem-se noticiado em todos os meios de comunicação sobre uma nova epidemia: a superbactéria KPC que está atacando os brasileiros e, acima de tudo, causando mortes. Mas o que é essa tal de superbactéria KPC? Como se proteger? Como ela é transmitida e quais os sintomas? A resposta para todas essas e outras perguntas você confere neste artigo."
 

As bactérias super-resistentes a antibióticos são um fenômeno recente observado em pacientes que viajaram ao sul da Ásia para fazer cirurgias plásticas e retornaram a seus países. O primeiro estudo foi publicado em 2009, na revista médica The Lancet e se refere ao gene NDM-1, encontrado até o momento nas bactérias Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli, que causam pneumonia e infecção urinária. Esse gene produz resistência até aos antibióticos da classe das carbapenemas e pode levar a uma preocupante pandemia em futuro próximo.

Segundo os cientistas[1] da Universidade de Madras, as novas bactérias chegaram à Grã-Bretanha trazidas por pacientes que viajaram à Índia ou ao Paquistão para realizar tratamentos cosméticos. Ao acompanhar pacientes com sintomas suspeitos, eles encontraram 44 casos (1,5% dos investigados) em Chennai e 26 (8%) em Haryana, na Índia. Eles também detectaram a superbactéria em Bangladesh e no Paquistão, bem como em 37 casos na Grã-Bretanha. Os únicos antibióticos efetivos foram a tigeciclina e a colistina.

Os pesquisadores[2] alertam que o gene se instala nos plasmídeos, estruturas de DNA que podem facilmente ser copiadas e transmitidas para diversos outros tipos de bactéria. "Isso sugere uma alarmante possibilidade de o gene se espalhar e modificar toda a população de bactérias", disse ao Correio Braziliense Timothy Walsh, médico descobridor do gene. A mutação foi causada pelo uso excessivo de antibióticos e porque nos países citados não há grandes cuidados higiênicos.

O gene já foi detectado também na Austrália[3] e em Portugal,[4] onde já se estuda a notificação compulsória. Até o momento, há casos relatados no Brasil [5], mas as autoridades médicas afirmam que ainda não se classifica a moléstia como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, classificação definida pelo Regulamento Sanitário Internacional (RSI 2005) para medidas contra novos agentes infecciosos. Autoridades da Índia protestaram contra a insinuação de que o país não é seguro para cirurgias.[6] Por causa[7] do turismo médico e das viagens internacionais, e devido à baixa expectativa de novos antibióticos, a bactéria pode se tornar grave problema de saúde pública no mundo todo.

O fenômeno da resistência bacteriana é antigo e decorre[8] de uso indiscriminado de antibióticos e de má higienização nos hospitais. A diferença é que desta vez a resistência chegou ao nível em que nenhum antibiótico surte efeito contra as bactérias. Nas palavras[9] do médico David Livermore, da Agência Britânica para a Proteção de Saúde:

Descrição: Cquote1.svg

Se isto for ignorado, o nosso receio é que a resistência se comece a propagar por outras bactérias no Reino Unido. As bactérias que têm revelado essa resistência são as que normalmente causam infecções urinárias, particularmente em pacientes hospitalizados. Por vezes causam infecções em feridas e outras vezes pneumonias, um vasto leque de infecções que afetam principalmente pessoas mais vulneráveis, que já estejam doentes.

Descrição: Cquote2.svg
 

 

Em outubro de 2010, um surto da superbactéria causou a morte de 18 pessoas no Distrito Federal, dentro de um universo de 183 contaminados. Entretanto, não é o mesmo micro-organismo da Ásia, apenas possui a mesma origem no gene mutante da Klebsiella pneumoniae[10]. As autoridades médicas posteriormente reconheceram casos em Paraíba, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná. Anunciaram também uma reunião da ANVISA para restringir a venda de antibióticos no Brasil e discutir outros meios de evitar a propagação da superbactéria[11].

O surto de superbactéria no Distrito Federal foi causado sobretudo pela má higiene hospitalar e pela falta de recursos materiais, enfatizando a necessidade de mais verbas para o SUS e a conscientização de médicos e pacientes contra o uso indiscriminado de antibióticos, o que causa seleção bacteriana[12]. Entretanto, o problema ainda se restringe a ambientes hospitalares. O infectologista Alexandre Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia do Distrito Federal, explica o problema da seguinte forma[13]:

Descrição: Cquote1.svg

quem corre mais risco de infecção são pacientes que estão com sonda, cateter, pulsão venosa ou em outra situação que possa favorecer a infecção bacteriana. Mas para quem visita o paciente, o risco é de ser colonizado pela bactéria, algo muito diferente de ser contaminado. Ou seja, a bactéria pode estar presente nas mãos, nos braços e no trato digestivo do visitante que manteve contato com o paciente, mas ele só correrá o risco de contaminação se sua saúde estiver debilitada e ele estiver com a imunidade baixa.

Descrição: Cquote2.svg
 

 

Nota

bullet A expressão "superbactéria", muito usada na mídia, não se refere ao poder patogênico do micro-organismo e sim à sua resistência aos antimicrobianos.

 

Referências

  1. Bactéria resistente a antibióticos se espalha pelo sul da Ásia e chega à Europa. Zero Hora, acessado em 17 de agosto de 2010.
  2. Alerta para NDM-1. Correio Braziliense, acessado em 17 de agosto de 2010.
  3. NDM-1 // Bactéria achada em australianos. O Norte, acessado em 17 de agosto de 2010.
  4. Autoridades sanitárias dizem que bactéria NDM-1 já está em Portugal. Portugal Digital, acessado em 17 de agosto de 2010.
  5. Controle de superbactérias depende de uso racional de antibióticos. Portal G1, acessado em 23 de setembro de 2010.
  6. A primeira vítima da superbactéria. Correio Braziliense, acessado em 17 de agosto de 2010.
  7. Cientistas alertam sobre possível disseminação da superbactéria. O Globo, acessado em 17 de agosto de 2010.
  8. A superbactéria e o medo de contágio. Veja, acessado em 17 de agosto de 2010.
  9. Superbactérias desesperam cientistas. FxPro, acessado em 17 de agosto de 2010.
  10. Superbactéria matou 18 pessoas em dez hospitais do Distrito Federal. O Estadão, acessado em 8 de outubro de 2010.
  11. Temporão diz que SP e PR têm casos confirmados de superbactéria. Portal G1, acessado em 20 de outubro de 2010.
  12. Secretaria de Saúde do DF confirma mais três mortes pela superbactéria. Portal G1, acessado em 21 de outubro de 2010.
  13. Aumento do número de mortes por superbactéria deixa população receosa. Correio Braziliense, acessado em 21 de outubro de 2010.

 

Consulte Também....

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/a-superbacteria-e-o-medo-de-contagio

 

TIRE AS SUAS DÚVIDAS

Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae em uma placa de Petri

Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae em uma placa de Petri


O QUE É A SUPERBACTÉRIA KPC?
 
A K
lebsiella pneumoniae Carbapenemase (KPC) é um mecanismo de resistência de bactérias a um grupo de antibióticos. Ao adquirir uma enzima, a bactéria se tornou resistente a um grupo de antibióticos, incluindo os mais potentes contra infecções. Traduzindo: uma pessoa que está infectada com algum tipo de bactéria, ao tomar antibióticos para combater a mesma, algumas acabam resistindo ao medicamento e transmitem essa resistência às outras bactérias, criando assim uma superbactéria.
 

COMO SE PROTEGER DA SUPERBACTÉRIA KPC?
 
Uma das causas da proliferação da superbactéria é a falta de uso de materiais de higiene médico-hospitalar básicos como luvas, máscaras e álcool, além da falta da prática de hábitos, como o de lavar as mãos após o contato com pacientes. Portanto, a forma de se proteger é mais que óbvia: ter higiene.

 

COMO É TRANSMITIDA E QUAIS OS SINTOMAS DA SUPERBACTÉRIA KPC?
 

A bactéria pode ser transmitida por meio do contato direto, como o toque, ou pelo uso de objetos. A lavagem das mãos é uma das formas de impedir a disseminação da bactéria nos hospitais. Os principais sintomas são pneumonia e infecção urinária. Ela atinge principalmente pessoas hospitalizadas com baixa imunidade, como pacientes de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

COMO SE PROTEGER DA SUPERBACTÉRIA KPC?
 

- Evite ambientes hospitalares, mas se for necessário, lave bem as mãos e utilize álcool gel. Faça isso antes e depois de sair do ambiente.

- Evite tocar nos objetos de hospitais, como portas, balcões, mesas e qualquer acessórios.

- Evite uso de antibióticos que não sejam realmente necessários. Procure seu médico antes de ir à farmácia comprar remédios.

 

QUE MEDIDAS O GOVERNO BRASILEIRO ESTÁ TOMANDO PARA COMBATER A SUPERBACTÉRIA KPC?                            

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, pediu neste domingo (24) tranquilidade em relação à proliferação da superbactéria KPC. "  A população fique tranquila porque essa é uma situação que acontece apenas em ambiente hospitalar e em pacientes debilitados", disse ele após participar de encontro em São Paulo sobre a definição de diretrizes para minimizar o risco cardíaco em pacientes em tratamento contra o câncer.

Segundo o ministro, com a adoção de medidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), "  a situação vai ficar sob controle".

Entre as ações da Anvisa, está a norma que determina a retenção da receita médica na compra de antibióticos. Isso para impedir muito o que hoje é um problema seríssimo, que é a automedicação, o uso abusivo e indiscriminado. Uma das formas de evitar a contaminação é exatamente o uso desnecessário e indiscriminado de antibióticos.

A Anvisa anunciou na última semana a obrigatoriedade da instalação de dispensadores de álcool em gel nos hospitais e clínicas públicas e particuladres.

A anvisa também recomenda os cuidados de higiene tanto dos profissionais de saúde quanto das pessoas que visitam os pacientes. O simples ato de lavar as mãos pode evitar muita coisa.

 

MAPEAMENTO DOS CASOS DE SUPERBACTÉRIA KPC NO BRASIL

Atualmente não existe um diagnóstico sobre a expansão da contaminação pela KPC no país. Os registros oficiais ainda estão restritos ao Distrito Federal, com 183 casos e 18 mortes, e aos estados do Paraná, com 24 casos; da Paraíba, com 18; do Espírito Santo, com três; de Minas Gerais, com 12; de Santa Catarina, com três; de Goiás, com quatro; e de São Paulo, com 70 casos e 24 mortes. Os dados são da Anvisa e das secretarias estaduais de Saúde."

Descrição: http://f.i.uol.com.br/folha/cotidiano/images/10292683.gif

O HISTÓRICO

2005

Ocorre o primeiro registro da superbactéria KPC no Brasil. O caso ocorreu em Recife (PE).

2008

A bactéria chega ao Hospital das Clínicas de São Paulo. Desde então, já são 70 casos na instituição.

2009

Em Londrina, no Paraná, 27 pessoas foram identificadas com contaminação pela superbacteria.

2010

A superbactéria se prolifera. O Distrito Federal vive a pior situação: 183 casos e 18 mortes.

 

Avanço da Bactéria KPC

 

Descrição: http://mundohoje.com.br/wp-content/uploads/2010/10/bacteria-kpc-avanco.jpg

 

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Este site foi atualizado em 01/11/10