PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

DICAS PARA O SUCESSO NO VESTIBULAR: AULA ASSISTIDA É AULA ESTUDADA - MANTER O EQUILÍBRIO EMOCIONAL E O CONDICIONAMENTO FÍSICO - FIXAR O APRENDIZADO TEÓRICO ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS.

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OS SEGREDOS DA MUMIFICAÇÃO

O processo de mumificação realizado pelos egípcios fez com que o homem começasse a fazer uso de alguns compostos químicos, havendo indícios que esta prática promoveu

o início da alquimia na Europa.

 Este artigo traz

um pouco mais sobre a química 

envolvida por trás das

misteriosas múmias!!!

A 'mumificação' na história da humanidade

 

Antes de analisarmos "quimicamente" os aspectos envolvidos no processo de mumificação, julgo necessárias algumas ponderações sobre o que era, para o povo egípcio da época em especial, o ritual de mumificação que fazia parte importante de sua religião. Sem essas iniciais reflexões, seria como 'ver nosso filme preferido sem a sua trilha sonora'. Não obstante, não é objetivo aqui esgotar o assunto, pois ele é enormemente inesgotável. Cabe aqui, e creio que essa atitude tem um alto grau de bom senso, situar o leitor e 'alimentá-lo' com aspectos importantes da história no estudo desta maravilhosa civilização.

Foto de uma múmia produzida pelos

"chinchorros" fonte [4]

       Outra consideração que se faz importante é sobre o fato de múmias não terem ocorrido somente na civilização egípcia antiga, havendo citações na literatura de múmias de origem asteca, múmias naturais e artificiais no Peru e Chile. Como exemplo, podemos citar os chinchorros, um povo que viveu cerca de dois mil anos antes do que os egípcios. Este povo foi uma cultura sul-americana (atual norte do Chile e o sul do Peru) que usava técnicas impressionantes e que produziu as múmias mais antigas já encontradas.

 

          Em entrevista a revista Superinteressante, o professor Virgilio Schiappacasse diz que "... na costa chilena há sítios arqueológicos, do complexo cultural Huentelauquen, com mais de 9.000 anos". Recomendo especialmente a leitura de duas matérias da revista Superinteressante sobre o assunto, as quais contêm além de um belíssimo texto, fotos verdadeiramente fantásticas [referências 1,2] .

         

          Há também ocorrências de mumificações em tempos não tão remotos. A múmia mais famosa do mundo moderno está guardada em um mausoléu na Praça Vermelha, em Moscou. O corpo do líder comunista Vladimir Lênin, morto em 1924, foi preservado por uma equipe de embalsamadores que trabalharam durante cinco meses para criar a ilusão de que ele estava apenas dormindo.

 

          Comecemos fazendo uma análise do termo múmia. Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss 5, a definição mais ampla do termo múmia seria: "...qualquer cadáver encerrado em local muito seco e quente que, passando pelos processos de dessecação e endurecimento, não entra em estado de putrefação". Perceba que esta definição engloba as múmias naturais citadas no parágrafo anterior. A palavra "múmia" não é de origem egípcia. É na verdade derivada da palavra árabe "mumiyah", que significa "corpo preservado por cera ou betume". Este termo foi usado porque os árabes tinham uma idéia errada sobre os métodos utilizados pelos egípcios na preservação dos mortos. Hoje, as técnicas de plastinação permitem que consigamos conservar o corpo por um tempo relativamente longo. Iremos tratar mais especificamente sobre este assunto no último capítulo deste artigo.

Figura 1 - Papiros de Nebqed, intactos

até os dias atuais - fonte [3]

 

 

          Diante da idéia de imortalidade, durante séculos, formou-se o eixo central da vida religiosa e social dos antigos egípcios. Foi com uma existência religiosa voltada para os destinos além-túmulo e a preservação desta imortalidade que as crenças na ressurreição e na vida futura guardaram uma grande unidade durante longos períodos, estando presente nos elaborados ritos funerários, na construção de sepulturas e o seu apetrechamento nas minuciosas técnicas de mumificação e nos cuidados com o destino da alma e da morada espiritual. Os egípcios antigos acreditavam que a ‘alma’ se encontrava no coração das pessoas.

          Mesmo no tempo presente, pirâmides, sarcófagos, múmias, tesouros, maldições, povoam a imaginação nos museus, nos locais freqüentados pelos turistas, e popularizados na literatura, no cinema de aventura, suspense ou terror, nos bailes de carnaval e, atualmente, no lucrativo surto "esotérico" da nossa sociedade.

Animação 1 - Cenas do Filme "A Múmia" [original em inglês: "The Mummy"]

 

 

 

 

 

 

 

          Este trabalho não procurará tratar dessas questões descritas no parágrafo anterior, mas sim demonstrar as técnicas  - avançadas para a época e em relação aos outros povos - de mumificação na tentativa de perpetuar a existência do homem na Terra. Quem não fica com medo, ou pelo menos impressionado, com as produções cinematográficas que exibem as múmias cercadas por mistérios? Eu fico : )

 

Figura 2 - Representação do ritual de mumificação - fonte [3]

          Ao prepararem as múmias, os egípcios tinham uma verdadeira lição de anatomia. Aproveitavam o momento para aprender a relação das estruturas internas do corpo humano. Esse processo de mumificação contribuiu em muito e justifica o destaque que os egípcios antigos possuíram na área da medicina. Naquele tempo, já existiam médicos, os quais no Egito antigo eram chamados de sunu, palavra equivalente a Doutor. Dentre os três tipos de categorias de sunus que existiam, merece destaque uma que atendia as pessoas em espécies de consultórios, como acontece hoje, e o mais impressionante é que eles eram especialistas em determinadas áreas do corpo. Citamos o exemplo do mais antigo sunu do Egito antigo, Hesy-Ra, que viveu por volta de 3000 a.C e só cuidava de dentes.

 

          Os vermes tinham um cuidado todo especial, sendo que os Faraós tinham médicos exclusivos para tratar desse mal. Quando apareciam, muitas vezes eram prenúncio de diarréias fatais. Como eram encontrados freqüentemente em múmias, os egípcios acreditavam que esses micróbios eram legítimos 'mensageiros da morte'.

 

Os aspectos 'químicos' do ritual de mumificação

 

          Antes de 1000 a.C., a mumificação no Egito chegou em seu estado mais avançado e foi uma prática comum, principalmente entre a elite egípcia, apesar de haverem mumificações de pessoas 'comuns' (ver referência 2). A primeira fase da mumificação envolvia a remoção do cérebro, (ampliar mais essa parte da retirada do cérebro, colocando a foto dos metais utilizados para tal) seguido por todos os órgãos internos, com exceção do coração, que os egípcios acreditavam ser o centro de todos os aspectos de vida emocional, físico e intelectual. O coração era tratado separadamente e enterrado na tumba, ao lado do corpo, em um jarro lacrado. Os órgãos do corpo eram enrolados individualmente em longas faixas de linho e colocados em jarros canópicos. As tampas dos jarros eram moldados na forma dos quatro filhos de Horus. Cada um dos filhos era encarregado de proteger um órgão.

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Figura 3 - Fotos do Minérios de

Carbonato de sódio "Natron', hoje

conhecido como "Trona".

          A areia quente do deserto agia como um bom dissecador (o agente secante), desidratando o corpo enterrado. No período da pré-dinastia, as sepulturas eram simples, meros buracos na areia do deserto onde os corpos eram atirados. Naquela atmosfera árida, a desidratação ocorria antes mesmo que se adiantasse o processo de apodrecimento desses corpos; e, por serem as campas (pedra que cobre a sepultura) pouco profundas, era comum que tempestades de areia as destampassem, espalhando cadáveres naturalmente mumificados pelo caminho. Este fenômeno teria propagado a crença de que os corpos deviam ser preservados, já que a natureza lhes revelava esse desejo.

         

          Em contraste, o ambiente das tumbas era relativamente úmido. Na tentativa de simular a ação dessecante da areia seca e quente, os egípcios usavam o 'natron' (minério de carbonato de sódio, hoje conhecido como 'trona'), Este era trazido principalmente do oásis Uadi el-Natrun, situado próximo ao delta, a noroeste do Cairo. Os egípcios empacotavam o natron dentro do corpo da múmia em pequenas bolsas, além de esparramar sobre o corpo, sendo este minério um eficiente composto para absorver a água do cadáver, sendo que, depois de 40 dias, o corpo estava encolhido e duro. Para restabelecer a aparência em vida, os egípcios enchiam o corpo com uma gama de materiais, de serragem à cebolas. Antes de embrulhar o corpo em linho, eles o lavavam, massageavam-no com uma variedade de óleos, como óleo de cedro e óleo de cominho por exemplo, e cobriam-no com agentes de embalsamento orgânico, como resina ou cera de abelha, para excluir alguma umidade que ainda restasse.

        

          Em 1908, Alfred Lucas, um químico que trabalhava em um departamento de antiguidades no Egito, levou a sério uma investigação química em restos mumificados. Ele analisou pequenas amostras de natron com o teste de chama e titrating (seria titulação???) com  ácidos revelou que aquele natron era uma mistura de sais que continha: NaCl, Na2CO3, NaHCO3 e Na2SO4.

          Em uma pesquisa mais recente, o Dr Andrew Middleton, agrupou-se ao departamento do Museu Britânico de pesquisa científica e passou a fazer análises com natron usando técnicas de cristalografia por Raios X. A técnica foi realizada sobre uma amostra cristalina de natron, menor que o tamanho de uma cabeça de alfinete, onde foi produzido um padrão de difração que revelou a estrutura do cristal. O NaCl (cloreto de sódio) possui uma estrutura regular, mas se outros sais existissem, outros padrões de difração seriam encontrados. O trabalho de Middleton mostrou que muitas das amostras de natron contêm uma proporção alta de NaCl. A significação dos resultados para o processo de embalsamento, explica Middleton, “não está claro”.

          Roy Garner, chefe na época do departamento de conservação no Museu de Manchester, mostrou que aquele natron possuía uma concentração maior de carbonato, o que favorecia uma melhor preservação do corpo. A análise do Natron feita por Garner provou que a amostra possuía um pH alcalino. Ele argumenta que isto catalisa a transformação de gorduras de corpo em ácidos graxos (hidrocarbonetos de cadeia longa com uma carboxila terminal) e glicerol. Os ácidos graxos podem formar sais de sódio através de reação com o carbonato de sódio (veja figura 4).

Figura 4: Ação do Natron na gordura do corpo das múmias

A Lei de Bragg e a Difração do Raio X

O relacionamento entre a distância das camadas de átomos no cristal, o comprimento de onda do raio X e o ângulo de difração foi deduzido e desenvolvido em 1913 pelos físicos britânicos Sir Willian Bragg (foto à esquerda) e seu filho, W. L. Bragg (foto à direta), em Cambridge, Inglaterra.

n l = 2d sen q

A equação da difração de Bragg baseia-se principalmente na matemática elementar, em que a diferença no caminho percorrido pelo raio X reforçado, dispersos em diferentes camadas de átomos no cristal, foi determinada, isto é, os raios X que penetram demasiadamente no cristal se atrasarão ao lado dos que são dispersados pelas camadas de átomos superiores.

 

Saiba mais sobre o assunto visitando o seguinte site:

 

MATTER - Materials Science e  Engineering educational software

http://www.matter.org.uk/diffraction/x-ray/default.htm

Cromatografia a gás

     Antes de falar sobre a cromatografia a gás, a cromatografia de maneira geral se define como uma técnica para separação dos componentes de uma mistura  líquida ou gasosa, e que se baseia na adsorção ou partição seletivas de cada um desses componentes por duas fases imiscíveis em contato, uma das quais estacionária e a outra, móvel.

        Por definição, cromatografia a gás é aquela que a fase móvel é um gás. Na cromatografia a gás (GC) a amostra, que pode ser um gás ou líquido, é injetada em um fluxo de uma fase móvel gasosa inerte (freqüentemente chamada de gás de arraste). A amostra é levada por uma coluna ou capilar onde os componentes da amostra são separados com  base na afinidade  entre o móvel e a fase estacionária.

Colocar foto de um aparelho de cromatografia a gás.

Espectroscopia de Massa

Em espectroscopia, usamos uma rede de difração para separar fótons de luz pelo comprimento de onda. Em espectroscopia de massa usamos um campo magnético para separar os íons moleculares por suas massas.

Colocar foto de um aparelho de espectroscopia de massa

Cromatografia a gás e espectroscopia de massa

Alguns detectores podem dar uma informação adicional sobre seus solutos. Um exemplo é o cromatógrafo gasoso-espectrômetro de massa (CG-MS - gas chromatograph - mass spectrometer) que produz um espectro de massa de cada componente bem como suas massas e posições no cromatograma.

          O sal de sódio do ácido graxo e o glicerol são ambos solúveis em água. Assim eles teriam sido dissolvidos fora quando o corpo era lavado. Esta perda de gordura contribuiu para a forma encolhida da múmia, mas também removeu uma fonte de energia vital para as bactérias que causam degradação, agindo a favor da preservação.

          Outros cientistas, notavelmente o Professor Richard Evershed e Stephen Buckley na Universidade de Bristol, estão investigando os óleos orgânicos e resinas que eram usados na mumificação. De acordo com Evershed, foram identificadas as combinações de textos antigos, porém nada  é conclusivo devido à dificuldade de traduzir o idioma antigo. Juntamente a isso,  Evershed e Buckley usam cromatografia a gás em amostras retiradas de uma múmia para separar os vários componentes apresentados no material orgânico. As estruturas dos componentes são então determinadas por espectrometria de massa. Os ácidos graxos, n-alcanos, ésteres  e esteróides estão entre as combinações achadas nos óleos, sendo que algumas foram identificadas como polímeros naturais.

A seleção de tratamentos orgânicos usados pelos egípcios, diz Evershed, inclui combinações com propriedades antibacterianas conhecidas. A presença de substâncias que teriam polimerizado espontaneamente ajudou estabilizar, e assim preservar os tecidos. O acoplamento de técnicas também foi usado, como por exemplo a CG-MS (gas chromatograph - mass spectrometer). Veja o quadro ao acima para maiores informações sobre as técnicas analíticas.

Cientistas no Museu de Manchester também usam espectrometria de massa para identificar combinações em restos mumificados. Eles estão particularmente interessados na descoberta de substâncias como nicotina e cocaína. Pesquisas em Munique no início dos anos 90 sugeriam que os egípcios eram usuários regulares destas substâncias. Dr Rosalie David, do Museu Egiptologia de Manchester, dizem,  porém, que a pesquisa mostrou que isto não ter haver com o processo da mumificação.

 

A Plastinação

 

          Leva mais ou menos 1.500 horas para transformar um cadáver em um 'plastinado'. A plastinação é um processo que substitui fluidos de corpos mortos por materiais plásticos (silicone, resina de epóxi e poliéster), o que permite as partes do corpo adquiram plasticidade, ou seja, permaneçam maleáveis, inodoras e secas. A plastinação é técnica para a conservação de cadáveres desenvolvida em 1977 pelo anatomista alemão Gunther von Hagens, no Instituto de Anatomia de Heidelberg, na

 Alemanha. Sem sombra de dúvida, Von Hagens teve uma grande idéia: o desenvolvimento de uma técnica de conservação que permite o estudo macrocósmico (e microscópico também) de cadáveres sem os incômodos odores ou as mudanças de tonalidade dos tecidos, normalmente produzidas pelas químicas de conservação tradicionais. Os estudos anátomo-científicos do corpo humano puderam ser, então, mais didáticos e esclarecedores.

 

Dr. Gunther von Hagens

em seu trabalho

 

          Outro aspecto inovador, além da técnica, foi a  introdução do público leigo nesse circuito científico, pois von Hagens decidiu transformar tal material de estudo em peças de exposições, organizadas sob o título de “Mundos do corpo” (veja mais na seção "Para saber mais..." no final deste artigo). Basicamente, a técnica baseia-se, em um primeiro momento, na substituição da água e gordura do corpo  por polímeros, como resinas epóxi, silicones e poliésteres. Geralmente usa-se acetona para desidratar o corpo antes da aplicação, sendo que a acetona está a uma temperatura de -25°C. Após a desidratação,  o solvente é substituído pelos polímeros, em um processo a vácuo. Abaixo, um pouco mais sobre os polímeros utilizados no processo de plastinação.

 

          Silicones são polímeros compostos por silício e oxigênio intercalados, contendo também grupos orgânicos na sua estrutura.

          Os silicones formados por moléculas não muito grandes e possuem um aspecto oleoso, usados como impermeabilizantes de superfícies, presentes em ceras de polimento, líquidos para realçar o pára-choque e painéis plásticos de automóveis. A medida que a parte orgânica da molécula do monômero de silicone fica maior, as ligações se 'cruzam' e o silicone assume o aspecto de elastômero conhecido como

'borracha de silicone'.

         

Acima, representamos o processo de síntese do polidimetil-siloxano. A fabricação consiste em obtermos silício a partir de sílica (SiO2) reagente com carvão coque. Em seguida, o silício reage com o cloreto de metila, para formar o monômero dicloro-dimetil-silano. O monômero irá reagir com água para formar o polímero - polidimetil-siloxano - com liberação do gás cloreto de hidrogênio.

 

          Resinas epóxi, que se caracterizam por uma excelente estabilidade química, entram na composição de tintas para recobrir o chão e as paredes em laboratórios e indústrias, além de poder ser utilizado para revestir a parte interna das latas utilizadas para conservas de alimentos.

 

Fontes de pesquisa utilizadas

 

1 Arnt, Ricardo. Prazo de validade 7000 anos, Revista Super Interessante, Edição 112, Janeiro de 1997, pg. 26-30.

2 Arnt, Ricardo. Múmias Plebéias, Revista Super Interessante, Edição 127, Abril de 1998, pg, 28-37.

3 Carvalho, Francisco M., Os Faraós no Consultório, Revista Super Interessante, Edição 71, Agosto de 1993, pg. 59-61

4 Internet: Múmias, uma arte em busca da eternidade - Revista Galileu On-line - www...... - acessada em 25/09/2004.

5 Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa - versão 1.0, 2001

Montet, P., O Egito no Tempo de Ramsés, SP, Cia das Letras, 1989.

Buckley, S. A. & Evershed, R. P. Organic chemistry of embalming agents in Pharaonic and Graeco-Roman mummies. Nature, 413, 837 - 841, (2001).

Bahn, P. G. The making of a mummy. Nature, 356, 109, (1992).

Johnson, Paul. História Ilustrada do Egito Antigo [Tradução de Alberto Pacheu] – Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. 399p.

Cardoso, Ciro Flamarion. Deuses, múmias e ziggurats: uma comparação das religiões antigas do Egito e da Mesopotâmia – Porto Alegre: EDIPUC, 1999. 155p.

Atkins, Peter. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Editora Bookman, 2001.

Harvey, David. Modern Analytical Chemistry. Editora McGraw-Hill, 2000.

Canto, Eduardo Leite: Plástico. Bem supérfluo ou mal necessário? - 2ª ed. - São Paulo. Editora Moderna, 2004.

 

Para saber mais...

 

Howstuffworks - Mummys

http://science.howstuffworks.com/mummy.htm

Make a Mummy @ nationalgeographic.com

http://www.nationalgeographic.com/tv/mummy

Revista Ciência Hoje / Ciência Hoje na Escola

http://www2.uol.com.br/cienciahoje/che/egito1.htm

Mummy Tombs

http://www.mummytombs.com

Science Fair Projects

http://www.all-science-fair-projects.com/science_fair_projects_encyclopedia/Sodium_carbonate

Mindat.org - Natron

http://www.mindat.org/min-2858.html

Body Worlds - The Anatomical Exhibition of Real  Human Bodies

http://www.plastination.com/en/pages/home.asp

Scientific American On-line - Plastic Bodies On Display - Do plastinated corpses cross the line between science education and desecration? - By Julia Karow - versão on-line

 

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Este site foi atualizado em 14/07/10