PROFESSOR

PAULO CESAR

PORTAL DE ESTUDOS EM QUÍMICA
 

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Descoberto um novo alvo terapêutico para o tratamento da malária

Os hospedeiros e vetores de transmissão da malária são as fêmeas dos mosquitos do gênero Anofeles. Mosquitos jovens ingerem primeiro a malária ao se alimentar de um humano contaminado. Uma vez que o mosquito é infectado ele torna-se vetor da malária e pode contaminar outros humanos. Apenas a fêmea do mosquito alimenta-se de sangue, desta forma os machos não transmitem malária. As fêmeas do mosquito do gênero Anofeles preferem se alimentar de noite. Elas geralmente começam a procurar alimentação ao anoitecer e continuam pela noite adentro. Os parasitas da malária também podem se transmitidos por transfusão de sangue, embora isso seja raro.

 

Nova estratégia terapêutica que inibe enzimas aminopeptidases do parasita causador da malária foi descoberta por pesquisadores australianos

Pesquisadores da Universidade de Monash (Clayton, Austrália) liderados pelo Prof. James Whisstock descobriram uma estratégia inovadora que poderá revolucionar o tratamento da malária.

 

A pesquisa, realizada em colaboração com o Professor John Dalton da Universidade Tecnológica de Sidney, proporciona uma nova abordagem para o tratamento e controle da malária, doença contraída por 300-500 milhões de pessoas por ano, que provoca cerca de 2 milhões de mortes em todo o mundo.

 

Em trabalho publicado on-line em 5 de fevereiro de 2009 pela renomada revista científica PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America), os pesquisadores relatam que foram capazes de desativar os estágios finais do metabolismo de  digestão da hemoglobina pelo Plasmodium, parasita responsável pela doença.

 

As aminopeptidases do parasita são responsáveis pela digestão da hemoglobina nos pacientes infectados e são essenciais para a obtenção de aminoácidos que sustentam o crescimento dos mesmos nos eritrócitos. A inibição dessas enzimas causa a morte do parasita por falta de nutrientes (“morre de fome”).

 

Neste trabalho, os pesquisadores caracterizaram as estruturas não só da aminopeptidase PfA-M1, mas também de seus complexos com um inibidor genérico (bestatina) e com um análogo dipeptídico fosfinato (hPheP(CH2)Phe).  Isto revelou características essenciais para o funcionamento da enzima, em seu sítio ativo, e que podem ser exploradas no desenvolvimento de novos protótipos antimalariais. 

 

 

 

 

 

 

Modelo tridimensional da proteína digestiva do P. falciparum em complexação com o novo protótipo antimalarial
(em rosa/lilás no centro)


 

Imagem: Monash University

 

As estruturas da enzima e de seus complexos estão disponíveis no sítio do PDB (Protein Data Bank)

 

 

Este novo alvo terapêutico possui vantagens em relação aos fármacos atuais. Segundo a Dra. McGowan, uma das co-autoras do trabalho:

 

“Uma única picada de um mosquito infectado pode transmitir o parasita da malária humana para o sangue. O parasita da malária deve, então, quebrar proteínas sanguíneas, a fim de obter nutrientes. O Plasmodium realiza as primeiras etapas da digestão no interior de um compartimento especializado, chamado vacúolo digestivo - este pode ser considerado como um “estômago”. No entanto, a enzima que temos estudado (conhecida como PfA-M1), que é essencial para a viabilidade parasita, está situada fora do vacúolo digestivo o que significa ser um alvo mais fácil para um novo fármaco.”

 

Em entrevista a rede ABC australiana, o Prof. James Whisstock diz, ainda, que novos alvos terapêuticos são necessários para o combate eficaz à doença, já que vários fármacos antimalariais atuais possuem como alvo o mecanismo de entrada do parasita nas hemácias e que um dos problemas dessas terapias é o desenvolvimento de resistência.

 

O artigo na PNAS promete, em suas conclusões, que a descoberta deste novo alvo terapêutico pode ser usada pelos Químicos Medicinais no desenho e desenvolvimento de novos fármacos para a cura da malária.

 

Referências Bibliográficas

 

McGowan, S.;  Porter, C. J.;  Lowther, J.;  Stack, C. M.;  Golding, S. J.; Skinner-Adams, T. S.; Trenholme, K. R.; Teuscher, F.; Donnelly, S. M.; Grembecka, J.;  Mucha, A.;  Kafarski, P.; DeGori, R.; Buckle, A. M.; Gardiner, D. L.; Whisstock, J. C.; Dalton, J. P. PNAS 2009, no prelo [CrossRef]

 

Universidade de Monash: Monash Newsline, 3 fevereiro de 2009. Disponível em: <http://www.monash.edu.au/news/newsline/story/1412>. Acesso em: 8 fevereiro 2009.

 

Para saber mais sobre desenvolvimento de fármacos e a Química Medicinal:

 

Barreiro, E. J. Rev. Virtual Quim, 2009, 1(1), 26. Disponível em: <http://www.uff.br/rvq>. Acesso em: 8 de fevereiro de 2009.

 

Lima, M. L.; Lima, N. L. Rev. Virtual Quim, 2009, 1 (1), 35. Disponível em: <http://www.uff.br/rvq>. Acesso em: 8 de fevereiro de 2009.

 

Para citar esta matéria:

 

Epifanio, R. de A., Descoberto um novo alvo terapêutico para o tratamento da malária, Novidades na Ciência – SBQ Rio, 10 fevereiro 2009. Disponível em: <http://www.uff.br/sbqrio/>

 

 

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Este site foi atualizado em 17/01/11